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A HISTORIA DE HEFSIBA ISC E O SIMBOLISMO
O nome HEFSIBA: significa o meu prazer está nela (conforme Isaías 62:4).
HEFSIBA, Instituto Superior Cristão, foi oficialmente inaugurado aos 11 de Março
de 2005. Fundado aos 24 Fevereiro de 1994 como HEFSIBA, Centro de Treinamento Cristão
pela Igreja Reformada em Moçambique (IRM), a fim de atender à urgente necessidade
relativa à falta de pastores qualificados, em Moçambique. Tal urgência tornou-se
crítica depois de muitos anos de dificuldades, desde o encerramento das Missões
da IRM, em 1922. A igreja e a sociedade foram igualmente afectadas pelos anos da
guerra civil encerrada em 1992.
Em 2009 o Governo de Moçambique aceitou oficialmente o Curriculum do Bacherelato
em Psicologia de HEFSIBA (ISC). Este curso serve especialmente para os estudantes
externos e dura 4 anos.
O SIMBOLISMO DO EMBLEMA DO HEFSIBA ISC
O ESCUDO
O Escudo simboliza o escudo tradicional dos Angonis, mostrando que Hefsiba está
situado em Angónia. Também faz-nos lembrar do “escudo da fé” (Ef.6:10 –18)

O NOME: HEFSIBA
O nome Hefsiba significa literalmente traduzido: “Meu prazer está nela” (Is 62:4)
A BÍBLIA
A Bíblia é a base do nosso ensino
A TOCHA ACESA
A tocha acesa é o símbolo da mensagem de salvação em Jesus Cristo. Ele é a luz de
Deus que resplandece nas trevas (Jo.1:5) Agora Ele fez-nos luz do mundo (Mt.5:14)
O MUNDO
O mundo é o objectivo que deve ser atingido com a mensagem da salvação
O CASTIÇAL
O Castiçal simboliza a nossa dependência total do Espírito de Deus
O LEMA
O Lema: Ensinar para Ensinar, simbolizado pelos dois braços, significa
que entendemos a nossa vocação de Deus em termo de 2 Tm.2:2 onde o apóstolo Paulo
escreve: “e o que de mim entre muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis,
que sejam idóneos, para também ensinarem os outros.”
A HISTÓRIA DA IGREJA REFORMADA EM MOÇAMBIQUE
Lembramo-nos:
Os Angonis de Moçambique que foram a Malawi já desde 1902 para receber a Palavra
de Deus.
O missionário Andrew George Murray de Mlanda que começou com visitas aos inhabitantes
de Angoni já desde Setembro de 1902.
A visita de pastor Andrew George Murray e William H. Murray que escolheram Mphatso
em 1908 como o lugar para começar o trabalho missionário da Igreja Reformada Holandêsa
(Dutch).
Os evangelistas Tsoka, Jenija e Malekano que começaram com os missionarios a trabalhar
entre os Angonis.
Os primeiros adultos que foram baptisados em Julho 1910: Jeremias Julias, Israel
Mbengo e Rakele Nabengo.
Evangelistas como Mbambo Tsoka, Yenja, Malekano, Julias e 62 mais que trablaharam
entre 1909 e 1922 na terra dos Angonis.
O crescimento do trabalho e o estabelecimento das missões como Mphatso, Mwenzi,
Chiouto e Benga. Lembramo-nos também os tempos difíceis entre 1915 e 1922 quando
os missionários Murray e Liebenberg foram prendidos e foram forçados ficar 14 dia
na cadeia. Lembramo-nos os 65 herois evangelistas-professores que foram prendidos
e expulsos pelo Governo colonial. Muitos foram mortos por causa da fé deles. Alguns
foram deportados á India e nunca voltaram. O resultado disso foi o fecho das missões
em 1922.
Lembramo-nos as últimas palavras do pastor Murray quando foi forçado abandonar Mphatso
em Dezembro 1922: "Eu deixo a Palavra de Deus convosco, quando vocês amá-la o segue-la
o Senhor vai guardar-vos e vai ser o vosso Pastor".
Lembramo-nos o "tempo no deserto" quando a Igreja Reformada foi forçada para trabalhar
sem evangelistas e pastores para mais do que 50 anos. Os anciões continuaram com
o trabalho em circunstâncias defíceis mas a igreje cresceu lentamente.
Muitos membros receberam treino numa maneira clandistina em Malawi em lugares como
Mlanda, Dedza e Mphunzi.
Lembramo-nos o "Bungwe la Nine" (A Comissão de Nove) que organisou o trabalho entre
1967 até 1973 quando o "Bungwe la Ten" (A Comissão de Dez) tomou controle. Anciões
como Winiasi Soko (de Mzewe), Geresono Kagomo (de Mzewe), Wilisoni Phiri (de Mzewe),
Staniel Phiri (de Kachoka), Zefaniya Phiri (de Komatulo), Tomelo Chuma (de Mberera),
Samisono Sigwa (de Domue), Samuel Mbewe (de Benga), Patison Mbewa (de Mphatso),
J. Chikakuda (de Calumue), Khulamowa (de Calomue), Luca Betha (de Mphatso), Laiden
(de Kalichete), Mose Ngoza (de Mphatso) e outros líderes espirituais como L. Mkusa,
W. Soko, L.Phiri e F. Mbewe tomaram um papél insubstituível num periodo bem difícil
da igreja.
Lembramo-nos o trabalho do pioneiro pastor Pedro D. Tembo que começou com o trabalho
da igreja na província de Gaza e Maputo em 1971.
Lembramo-nos o trabalho do pastor N.A. Katundu do Nkhoma Sinodo, CCAP em Malawi
que começou com o trabalho missionário em Angonia em 1972 que resultou no estabelecimento
das congregações de Msanja, Mzewe e Mawi em 1973.
Lembramo-nos o envolvimento da Igreja Reformada Holandêsa de África do Sul quais
delegados, entre eles pastores P.E.S. Smith, Pieter Botha, Kobus Minnaar e doutores
Johannie Cronje e Eddie Bruwer, que visitaram Angónia em 1974 e que resultou na
registração oficial da Igreja Reformada em Moçambique.
Lembramo-nos a independência do nosso país em 24 de Julho de 1975 mas também o sofrimento
dos nossos membros baixo do sistema Comunismo. Lembramo-nos a reunião do primeiro
Sínodo da IRM em Januario 1977 em Mphatso onde pastor Tembo foi eleito como moderador
na sua ausência. Outros membros que foram eleitos eram Winais Soko, G.P. Ngozo e
S.J. Mkumbaleza.
Lembramo-nos o falecido pastor Fanuel Kasamba e pastor David Chikakuda que foram
eleitos para estudar em Zambia. Eles voltaram depois os seus estudos e como pastores
fizeram trabalho excelente nas circumstâncias defíceis em Angónia.
Lembramo-nos pioneiros como pastor Pieter Botha que começou como docente em Teologia
em Recatla em 1986, pastor Samuel Jossitala que começou com o seu ministério em
Maputo em 1987 e pastor Kobus Minnaar que começou como missionário da IRM em 1989.
Lembramo-nos o bom trabalho dos missionários que começaram a trabalhar no nosso
meio logo depois o Acordo de Paz em 1992, entre eles William Gouws, Andries Schwartz
e Fritz van der Merwe.
Lembramo-nos o trabalho na província de Zambezia e especialmente do trabalho do
Reginate Matunda do CCAP em Blantyre que por causa do seu trablho para o Senhor
foi prendido em Abril 1960 para seis mêses com outros crentes.
Lembramo-nos o começa das congregações em Beira, Tete e Vila Ulónguè onde pastores
Tomé Capece, Amorim Silambo, Samuel Jossitala e Kobus Minnaar podem ser reconhecidos
como os fundadores.
Lembramo-nos o trabalho de ACRIS no nosso meio no campo de saúde e especialmente
a contribuição de D Jeanette Botha.
Lembramo-nos a guerra civil em Moçambique e o sofrimento dos nossos membros - muitos
até fugiram o país e começaram só a voltar depois o Acordo de Paz em Roma, 4 de
Outubro de 1992.
Lembramo-nos o sínodo importante em Vila Ulónguè em Fevereiro de 1992 onde o nosso
emblema foi aprovada com a lema: "Não por poder e força mas pelo meu Espírito".
Lembramo-nos com gratidão o crescimento rápido da nossa igreja nas províncias de
Tete, Maputo, Sofala e Gaza logo depois o Acordo de Paz. Na cidade de Tete e distritos
vizinhos o trabalho começou a crescer com especialmente a ajuda do pastor Riaan
Terblanche. Em Zambezia pensamos na estabelecimento das congregações Tumbini, Liazi
e Thezeze como pastores Mutanda, Samuel Bessitala, Danie Murray e sr John Roux que
contribuiram muito. Não esquecendo o trabalho dos nossos evangelistas dedicados
como Aubi Banda e o falecido Kalulu. Nas partes do sul do nosso país pensamos na
expansão do trabalho em Maputo e Gaza. Pastor Filipe Luis começou a trabalhar em
Gaza e pr Atenásio Massika em Beira.
Lembramo-nos os estudos dos nossos estudantes em Recatla, perto de Maputo mas depois
o estabelecimento de HEFSIBA no distrito de Angónia na província de Tete em 1994.
Pastor Wessel Bester foi o primeiro docente.
Por causa da liderança dos Directores Gerais como pastor Manie Taute, o falecido
pastor Fernando Cuboia e agora pastor Manasse Matiquele, Hefsiba cresceu até um
ponto que foi reconhecido como um Instituto Superior Cristão pelo estado em 2004.
Pastor Kruger du Preez foi o primeiro Director Académico. Em 2008 existe 21 estudantes
Diurnos e 24 estudantes nocturnos. O Curso de Formação das esposas dos pastores
(FEP) tem 18 alunos. A Directora da FEP é Janet Bessitala e a Directora Academica
é dra. Petria Theron. O corpo Docente tem 5 pastores tempo integral e 4 docentes
tempo parcial. O Presidente do Conselho da Administração é pastor Luís Vicente de
Vila Ulónguè.
A Igreja Reformada em Moçambique não esqueceu as tribos não alcançados e homenageamos
os missionários e evangelistas que trabalham especialmente entre os tribos de Makue
(Pastor Mutita e evangelista André Thiart), Mwani (evangelista Johan Dames), Makua
(Pr Fritz van der Merwe e a equipa da missão em Muapula), e Yao (Pastor Andries
Scwartz, pastor Timóteo Chissale, evangelista Aubie Banda e outros na missão de
Chiconono) A nossa igreja tem agora ministérios nas províncias de Maputo, Gaza,
Inhambane Nampula, Niassa, Cabo Delgado, Manica e Tete.
Somos gratos pelo o trabalho missionário que o Sínodo de Nkhoma de CCAP em Malawi
continua a fazer no nosso meio especialmente através da comissão das missões. Em
2008 temos 6 evangelistas Malawianos que trabalham na província de Tete com muito
dedicação. Lembramo-nos especialmente o trabalho do dr. Ryk van Velden que tomou
este iniciativa. No ano 2008 do nosso Senhor, a Igreja Reformada em Moçambique tem
3 Sinodos, nameadamente o Sínodo de Mphatso, o Sínodo Novo e o Sínodo de Tumbini
que formam o Sínodo Geral com pastor Atenásio Massika como Presidente, pastor David
Chikakuda como adjunto-Presidente, pastor Marcelino Sande como Secretário Geral
e pastor Mario Zinyani como o vice-secretário.
O Sínodo de Mphatso tem 25 congregações, 205 Zonas, 65 000 membros, 2 000 catecumenos,
25 pastores, 7 evangelistas e 8 missionarios.
O Sínodo de Tumbini tem 24 congregações, 4 Presbitérios, 11 533 membros, 1 608 catecumunos,
15 pastores e 10 missionários.
O Sínodo Novo tem 13 congregações e 15 pastores.
A Deus que protegiu e abençoou a Sua igreja aqui
em Moçambique já para um século - toda a honra e glória agora e para sempre!
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